quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Novas regras para doação de sangue

Idade máxima para doação aumenta de 67 para 69 anos

Segundo a portaria assinada pelo ministro Alexandre Padilha amplia de 67 para 69 anos a idade máxima para doação de sangue no Brasil. Com essa nova faixa etária, a expectativa é aumentar em dois milhões o público de potenciais doadores. A mudança foi baseada em países como Estados Unidos, França e Espanha, que já adotam os 69 anos como limite para a doação sanguínea.
Em 2012, a pasta diminuiu de 18 para 16 anos a idade mínima dos doadores, contanto que os responsáveis autorizem o procedimento. Com a ampliação das idades mínima e máxima, houve a abertura de 8,7 milhões de possíveis doadores.

A portaria determina, também, a obrigatoriedade da realização de um exame considerado mais seguro para a detecção do vírus da aids e da hepatite tipo C nas bolsas de sangue coletadas para doação. O NAT (teste de ácido nucleico) detecta a infecção dos vírus em menos tempo que os demais exames aplicados e, com isso, reduz as chances de transmissão de sangue contaminado. Os hemocentros de todo o país terão 90 dias para se adaptar às novas normas.
Atualmente, o sangue coletado para doação passa pelo teste Elisa, para averiguar, entre outros vírus, se há a contaminação de HIV e das hepatites B e C. O NAT vai se somar a esse exame e ao questionário que avalia o histórico do doador para diminuir os riscos ao paciente que vai receber a doação. Ao contrário do Elisa, que consegue detectar a incidência dos vírus por meio dos anticorpos produzidos pelo paciente infectado, o NAT identifica a contaminação com base em indicadores do ácido nucleico.

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